
(FONTE: http://miriamsalles.info/wp/?tag=educacao-ambiental&paged=9)
É curioso ver esta charge e não pensar na imprudência e talvez a "cara de pau" dos políticos e do empresariado.
Isto ocorre nas grandes áreas de Brasília, o que coloca em risco a natureza e a urbanização. Em 50 anos, 73% da vegetação nativa do cerrado no Distrito Federal foi devastada e os recursos hídricos diminuíram a limites preocupantes. Para reverter esta situação alguns esboços já foram analisados.
Brasília começou a ser construída por vontade política, recursos, dedicação e muito suor em apenas 3 anos e 4 meses. Eram cerca de 30 mil operários e 200 máquinas que ergueram monumentos e edifícios, como o Congresso Nacional. E quanto custou? Em 1969, o ministro da fazenda Eugênio Gudin estimou em US$ 1,5 bilhão os gastos públicos (US$ 83 bilhões em valores atuais).
Congresso Nacional, Brasília (FONTE:http://blig.ig.com.br/carloscaporrino/files/2009/08/congresso-nacional-2.jpg)Em 1980, surgia inúmeros conjuntos habitacionais e condomínios e o crescimento urbano crescia desordenadamente. A previsão é de contaminação dos solos, da água e do ar. A quantidade de carros nas ruas ajuda a agravar a poluição e, a qualidade do ar piora a cada ano. As fazendas de plantio, principalmente de soja, e outras de gado se multiplicam e utilizam queimadas para limpar o local.
Incrivelmente, o cenário para 2020 é outro. A cidade já se orgulha de ser uma das mais arborizadas do país. Foi construído um parque aquático ondem as pessoas nadam, caminham e andam de bicicleta, sem falar que este último passou a ser o veículo oficial do Distrito. Foi eliminada também as queimadas nos cerrados.
Texto baseado em 'Arquitetura e Construção', ed Abril, Dezembro de 2009


