A partir do conceito de Burle Max (arquiteto paisagista brasileiro), definindo o conceito de jardim, ele diz que o jardim é uma adequação do meio ecológico às exigências naturais da civilização que se fundamenta numa longa prática mas não tem qualquer pretensão de originalidade, também porque todo o seu trabalho está alicerçado na evolução histórica e na atenção dedicado ao ambiente natural.
Burle Max afirma que há uma missão social do paisagista relacionado a um aspecto pedagógico. É amar o que faz, é pensar que alguém teve a preocupação de deixar para as gerações futuras uma herança estética e útil.
É fato que o Brasil, culturalmente, não possua o senso de cuidar do natural, da preservação em si. É baseado nisto, que o país é forçado a traçar as linhas de uma política de preservação do que ainda existe. E com finalidade de manter e conservar as amostras da natureza é necessárias contribuições privadas, públicas e internacionais, para assim criar uma série de reservas botânicas.
Desse modo, o paisagista disporia de meios de expressão já com este acervo das reservas. É também uma obra de Arte, e submeter-se, é claro, com as leis estéticas, harmônicas, com a proporção e/ou contraste. Enfim, é preciso que exista a matéria-prima, a planta em toda a sua diversidade capacitando o fazer do corpo.
Referência: http://tatimolini.wordpress.com/2008/12/11/burle-marx-muito-mais-do-que-um-paisagista
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